quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Tudo o que você precisa saber sobre as OTAS (Online Travel Agencies).


OTAs (Online Travel Agencies), OTCs (Online Travel Companies), Third-Parties (ou 3rd Parties), Agências Virtuais, Agências Online e tantos outros nomes são, na verdade, denominações do mesmo tipo de negócio: venda de viagens “online” através de um intermediário.
Estamos falando de agências de viagens que ganham dinheiro com comissão de qualquer produto vendido em seu portal, além de propagandas. Elas são especializados em planejamento, venda, “reviews” (comentários) ou na combinação de tudo isso para quem vai viajar.
E esse mercado só tende a crescer:
* De acordo com a Forrester Research, reservas online é o maior segmento do e-commerce mundial.
* O site eMarketer prevê aumento de 11% das viagens online em 2010.
* A PhoCusWhright já confirma que um viajante visita 3,6 sites antes de decidir pela compra de um bilhete aéreo.
* A HeBs estima que, em 2009, nos Estados Unidos, a comercialização online de hotéis já se divide entre 60% de vendas diretas (homepage dos hotéis) e 40% de indiretas (OTAs).
* As OTCs tiveram um aumento no share de 10 pontos percentuais em 2009 em comparação a 2008.
* Para 2010, a HeBs afirma que 45% do total de reservas dos hotéis americanos serão através da internet.
* O canal GDS (Global Distribution System) vem caindo. Foram 3,8% de queda de 2008 para 2009 e 26% a menos no share de canais de distribuição entre 2006 e 2009.
* O canal “voice” (Centrais de Reservas / Depto. de Reservas) caiu 2,9% de 2008 para 2009.
A explicação desse crescimento da distribuição online é fácil de entender. Para o cliente final existem ótimas vantagens: possibilidade de comparar preços em vários sites, conforto ao efetuar reservas de casa e total privacidade e segurança dos seus dados financeiros.
Por outro lado, as OTAs funcionam melhor para viajantes com programação flexível, pois, muitas vezes, ficam limitadas ao inventário (disponibilidade e preços que os hotéis deixam a sua disposição) previamente estabelecido.
Mas quando se trata de “last minute deals”, elas realmente são imbatíveis e daí se originou toda sua força. Afinal, os hotéis podem baixar preços, algumas semanas antes (estudos mostram que baixou de 4 para 3 semanas) caso ainda haja disponibilidade. Com o alcance das OTAs, essa “promoção” é espalhada rapidamente e com grande impacto na internet.
Portanto, para atrair clientes, as OTAs precisam de acordos super diferenciados com os hotéis e uma exposição especial no ranking dos sites de busca. E, acreditem, elas são experts nisso! Muito mais do que a maioria dos hotéis.
A fim de permanecerem competitivos, muitos hotéis já perceberam que vale mais a pena gastar seu orçamento de marketing em sites de terceiros do que na mídia tradicional. Além disso, também melhoraram o conteúdo das suas próprias homepages. Afinal, esse é o canal de distribuição mais barato que existe (custo 8,3 vezes menor que as OTAs), que evita o pagamento de comissões e ainda proporciona total controle do seu inventário.
Como conseqüência, vivenciamos uma batalha comercial inevitável entre as OTAS e as homepages dos hotéis.
E as agências online vêm trabalhando duramente para orientar o consumidor para seus sites. Hoje em dia, os OTCs têm fotos de hotéis e apartamentos, informações sobre preços e ofertas e, até mesmo, dados sobre entretenimento local e reviews (comentários) dos hóspedes.
As maiores OTAs do mundo hoje são: 
• Voyages-snf.com
• Expedia, Inc (Incluindo Expedia.comHotels.comHotwire.com e outras)
• Sabre Holdings (Incluindo TravelocityLastminute.com e outras)
• Opodo
• Piceline.com
• Orbitz Worldwide, Inc – (Incluindo Orbitz.comCheapTicketsebookers e outros) – 48% dela pertence à TravelPort (um dos maiores conglomerados da indústria de turismo do mundo).
Está claro que o crescimento da internet e das OTCs mudou completamente nossa dimensão de receita e oportunidades de vendas no segmento turístico.
O desafio agora é gerenciar os muitos e complexos canais de distribuição disponíveis sem negligenciar os métodos tradicionais de reservas.
E quem é o responsável por essa gestão dentro de um hotel?
O ideal seria existir um “Gestor de Distribuição Online” ou “Coordenador de E-commerce”. Se seu hotel ainda não chegou lá, o Revenue Manager deve encabeçar as decisões (dentro de uma responsabilidade já aumentada), em conjunto com o Depto. de Comunicação (responsável por todo o conteúdo informativo e visual) e Vendas (responsável pela decisão de mercados chave, segmentação, etc). Ou seja, é um trabalho a “seis mãos”.
E pensar que 10 anos atrás esse tipo de trabalho (essencial hoje em dia) nem existia.
Junto com o debate em torno das OTCs, um assunto que está muito em pauta nos dias de hoje são as “afiliadas”, ou seja, sites de agências online que revendem o inventário das grandes OTAs em troca de comissão.
Exemplo: Quando você assina um contrato (tarifa NET – sem comissão) com a Expedia, seu hotel poderá ser revendido por Expedia.com, Hotels.com e, literalmente, por outros milhares de sites afiliados que revendem o inventário do Expedia.
O volume desses sites é tão grande que, em 2009, já representavam 30% dos negócios do Hotels.com.
Essas reservas chegam aos hotéis como TravelNow.com e muitos hoteleiros são sabem o que isso significa (até agora).
http://www.cheaprooms.com/ é o maior afiliado do Expedia. Ele fica com 15% de comissão sobre a tarifa vendida e o Expedia com 20% a 30%, dependendo do contrato.
Atualmente, a ética entre esses afiliados é um problema, pois alguns criam sites parecidos com o dos hotéis para capturar suas reservas diretas.
As grandes OTAs não fazem isso, pois sabem que ficarão expostas e tachadas como antiéticas, mas quem controla os milhares de afiliados?
Exemplo: Quando procuramos no Google o Hotel Bentley de Miami, aparece o sitehttp://www.hotelbentleymiami.com/ e http://www.hotelbentleymiamibeach.com/, ambos daCRSHotels.com. Entretanto, o site oficial da unidade é www.thebentleyhotel.com. A diferença é visível. E esse é só um dentre inúmeros outros casos.
Quando questionados, muitos gerentes gerais desses hotéis estão agradecidos às OTAs por lhe ajudar a encher seus hotéis. Por outro lado, o pensamento poderia ser: “Essa OTA está desviando milhares de reservas diretas que deveriam entrar pela minha homepage com um custo muito mais baixo, além de desconectarem o hóspede da experiência da minha marca.”
A melhor forma de combater isso é denunciando o caso para a OTA principal, da qual o site afiliado “puxa” o inventário. E parece funcionar.
Bookings.com recebeu uma reclamação sobre esse tipo de procedimento da www.hotelreservations.com e imediatamente desativou seus links com eles. Aproveitou para esclarecer que está muito preocupada com esse tipo de ação e alerta para corrigir possíveis atos antiéticos dos seus afiliados.
Mas além da função de distribuição, as OTAs estão se tornando canais para postagem de comentários (reviews) de hóspedes e desbancando muitos sites específicos de “travel reviews”, liderados pelo TripAdvisor.
De acordo com estudo da PhocusWright, em 2009, 3 de 4 comentários de turistas foram postados em sites de OTAs.
Fica claro que aos 3rd parties já entenderam a importância dos reviews de viajantes no processo de decisão de compra e estão tirando proveito disso.
A discussão agora é por “poder”. A indústria hoteleira quer retomar o controle do seu inventário, mas ela mesma deixou que as OTCs definissem o diálogo de preço com os consumidores. E os hotéis não podem culpar ninguém, senão a si mesmos.
Em Agosto de 2009, o jornal USA Today publicou uma matéria com o resultado de uma pesquisa feita em hotéis dos EUA, onde o preço das diárias de suas homepages foi comparado com os principais 3rd parties.
Resultado: Em 99% dos casos os valores dos sites dos hotéis foram mais baratos para o cliente final. Mas também ficou claro que as OTAs oferecem uma “sensação” de ganho maior. Mas é só sensação mesmo, pois muitos benefícios e serviços não estão disponíveis nas diárias que os 3rd parties oferecem. O problema é que nem sempre o consumidor se dá conta desses detalhes e vê somente o preço final.
No final da reportagem, a dica do jornal foi: “Compare, compare e depois compare novamente. Só assim você vai garantir o melhor valor para sua viagem.”
Para comprovar essa teoria, verifiquei as tarifas de alguns hotéis de São Paulo nos seus sites e nas principais OTAs enquanto escrevia esse artigo. O resultado foi o mesmo. Tarifas ligeiramente mais baixas nas homepages dos hotéis e mais altas nos sites afiliados. Pela lógica comercial, tudo certo!
Mas não são todos os hoteleiros que agem eticamente. É sabido que alguns contratos de OTAs mencionam a paridade tarifária (não podem divulgar preços menores do que os praticados pelos hotéis) e, mesmo assim, muitos hoteleiros baixam os preços na sua homepage para não pagarem comissão às agências online. Se essa é a sua intenção, nem assine o contrato. Direcionar para o canal mais barato (sua homepage) faz sentido, mas a ética acima de tudo. Lembre-se que, hoje em dia, a reputação online é muito importante para a sustentabilidade do seu hotel (assunto já comentado em artigo anterior).
Com base nesses fatos, acho até engraçado quando, ainda hoje, muitos (a maioria) dos hoteleiros ainda vivem sob o paradigma da paridade tarifária. Em qualquer evento do trade que assistimos, a paridade de tarifas é tratada como algo intocável, vital para o sucesso nos negócios. 
Porém, mesmo sabendo que alguns hoteleiros não vão gostar de ler isso, se pararmos para pensar sobre o atual cenário de distribuição, o controle total da paridade tarifária em todos os canais de distribuição, hoje, é uma utopia.
E, por favor, não entendam que sou contra a paridade. Somente estou dizendo que o controle está se tornando impossível em função da capilaridade dos canais.
Enfim, a polêmica sobre o assunto parece estar recém começando.
Outro exemplo da dimensão que isso tomou é da Priceline.com, que lançou um comercial (vinculado em horário nobre na televisão e exemplo de marketing viral na internet) chamado: “Priceline Negotiator” (O Negociador Priceline). Veja o vídeo original aqui (em inglês).
William Shatner (famoso ator – Capitão Kirk da série Star Trek, Jornada nas Estrelas – interpretando o hóspede) chega à recepção e diz que quer seu apartamento por 65 dólares. O Recepcionista diz que as diárias, para aquele dia, não estão abaixo de 130 dólares. Então ele chama o “Big Deal” (um homem grande e ameaçador com uma tatuagem nas mãos dizendo: “Dollars and Sense”.
O Homem fala ao Recepcionista:
– “É sábio deixar um produto perecível estragar?”
Shatner (Hóspede): “Sim, porque deixar um apartamento vazio?”
Recepcionista: “A receita adicional facilmente cobre os custos operacionais.”
Shatner: “65 Dólares é melhor que nada.”
O recepcionista, ameaçado, aceita a oferta e diz: “Ok, 65 dólares pela diária.”
Até agora, nenhum hoteleiro se pronunciou sobre o anúncio.
Mas na França, parece que a indústria hoteleira resolveu se posicionar e levou um caso de “suposto abuso” por parte de uma OTA aos tribunais.
Há poucos dias, o Sindicato dos Hoteleiros franceses (Synhorcat) promoveu uma ação, alegando que os hotéis que não trabalham com o Expedia são listados no TripAdvisor sem apartamentos disponíveis, mesmo com disponibilidade. O Sindicato alega que, além de discriminatória, a ação inibe o consumidor a contatar diretamente o hotel para fazer sua reserva. Além disso, ainda critica informações como “desconto de 75% sobre as tarifas dos hotéis” no site do Expedia. Isso dá a sensação de que os hotéis estão com constantes descontos pelo Expedia, enquanto, na verdade, são preços aplicados somente em períodos restritos.
“Não temos nada contra a internet, ao contrário“, diz Didier Chenet, presidente da Synhorcat, “mas não podemos deixar que essas práticas penalizem os hoteleiros.”
Sabemos que nunca a totalidade do inventário de um hotel será vendida 100% diretamente. Mesmo na era pré internet, 25% das reservas dos hotéis nos EUA vinham de agências de viagens, operadoras, etc. Mas a redução de canais indiretos é uma importante decisão. Além de preservar a marca e evitar a erosão das suas tarifas, as reservas diretas possibilitam o engajamento do cliente antes, durante e depois da hospedagem, promovendo um relacionamento a longo prazo e maior fidelização.
Se analisarmos os hotéis independentes, a mudança da distribuição offline para o online ainda é uma sobrecarga que não foi assimilada totalmente. O principal motivo é a falta de conhecimento de que o marketing digital não é uma despesa, mas um investimento com retorno imediato. Outra razão é a sensação de que a tecnologia necessária para tornar-se competitivo é privilégio somente das grandes redes.
Ainda existem os hotéis franqueados que acham que a marca principal é a responsável pela “internet”.
E se você acha, que por estarmos na América Latina, onde o mercado das OTAs ainda não está maduro, não há necessidade de se interar mais do assunto, está enganado.
Lembre-se que as OTAs estão aqui para ficar. Elas não vão desaparecer.
Não trabalhar com elas está fora de questão. Deixá-las tomar conta do seu negócio, também.
Então prepare-se e faça essa pergunta repetidamente: “Meu hotel está realmente preparado para uma mudança radical na maneira como gera reservas e aplica seu orçamento de marketing?”
Com base nisso:
• Conheça as principais OTAs e o impacto no seu mercado
• Saiba como a concorrência está gerenciando o assunto, mas não tome como verdade absoluta o que eles estão fazendo. Estude o máximo sobre o assunto e tome a melhor decisão para o “seu” inventário.
• Invista nos canais de distribuição diretos
• Empregue cuidadosamente seu budget de marketing (incluindo redesenho da sua homepage, boa visualização em sites de busca, email marketing, publicidade online e patrocínios, mobile marketing, iniciativas focadas nas redes sociais, etc)
• E, finalmente, não deixe de ser distribuído pelos 3rd parties (você precisa deles), mas, por favor, gerencie as OTAs de maneira que elas trabalhem a seu favor.
Não esqueça, é o SEU negócio que está em jogo!!!!
Boas decisões!


Fonte: Blog da Gariela Otto

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

A Confederação Nacional do Turismo participa do Grupo de Trabalho em apoio à modernização trabalhista


Reunião do Grupo de Trabalho de Comunicação da Reforma Trabalhista criado pela Casa Civil da Presidência da República




A CNTur, que representa mais de 3 milhões de empresas dos segmentos de hotelaria, gastronomia, viagens e turismo, parques temáticos, organizadores de eventos e as atividades representadas pela federação Nacional dos clubes esportivos e lazer irá, pelas suas federações, sindicatos e entidades civis desse setor produtivo da economia nacional, participar ativamente de todas as ações do Governo Federal juntamente com o Grupo de Trabalho agora criado para a  divulgação positiva da reforma trabalhista.

O Governo Federal criou um grupo de trabalho para elaborar e coordenar uma estratégia de comunicação para divulgar o lado positivo e os benefícios da reforma trabalhista. Para discutir e ouvir sugestões o Ministro Eliseu Padilha da Casa Civil reuniu no quarto andar do Palácio do Planalto na segunda-feira (31 de julho), todos os presidentes das Confederações Patronais, na presença dos ministros Ronaldo Nogueira do Trabalho, Marcos Jorge de Lima da Indústria, Comércio Exterior e Serviços e o deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), relator da Lei. O objeto é o pós-venda do novo texto legal.
Márcio de Freitas Gomes – Secretário de Comunicação da Presidência da República, Martha Seillier -  Assessora Chefe da Casa Civil, Nelson de Abreu Pinto, presidente da CNTur e  Renato Merolli  presidente da Confederação Nacional da Saúde
O presidente da CNTur – Confederação Nacional do Turismo, Nelson de Abreu em Pinto, aplaudiu a iniciativa, vendo como necessária a sintonia com a sociedade para que tenha conhecimento dessas inovações contidas na modernização das leis trabalhistas. Em sua fala no encontro fez ampla explanação sobre o trabalho das entidades sindicais através dos Sindicatos, Federações, Confederações e Centrais Sindicais laborais e patronais que estão unidas nesse esforço na busca de harmonizar os interesses entre capital e trabalho dentro dos parâmetros do momento atual.
Afirmou que infelizmente no país as Confederações estão dividas em 2 categorias as mais antigas e tradicionais da Indústria, Comércio e Agricultura que administram as arrecadações do "Sistema S" e que não carecem das arrecadações da Contribuição Sindical e as novas Confederações que nasceram dentro da  modernidade da diversificação das atividades econômicas, como no caso a CNTur e outras que não se sustentam por esse sistema. Prestam importante contribuição na relação capital/trabalho, especialmente na harmonização de conflitos no estado democrático de direito, e se sustentam especificamente desse tributo compulsório. Disse que mesmo com a obrigatoriedade da contribuição sindical, apenas 15% das empresas a recolhem. A não obrigatoriedade do Imposto Sindical decretará o fim dessas entidades, deixando um vácuo na segurança do direito trabalhista.
Nelson de Abreu Pinto indagou ao deputado Rogério Marinho sobre sua avaliação a respeito do assunto, como relator da matéria que retirou a obrigatoriedade do Imposto Sindical e qual prejuízo ao Estado ele apontaria com a permanência da contribuição compulsória. Sugeriu que deve haver uma opção para os sindicatos de fachada que nem dissídios coletivos fazem, privilegiando aqueles que trabalham seriamente em favor da categoria que representam.
Ao final salientou que a CNTur  aplaude os bons acertos do Governo Michel Temer e que apoia  e torce pela sua plena estabilidade e chegue a um final feliz no cumprimento de seu mandato. Elogiou os ministros Arnaldo Nogueira, do Trabalho e Eliseu Padilha, da Casa Civil pela atuação em favor da modernização trabalhista no país. Pediu audiência ao ministro Eliseu Padilha para apresentar as sugestões da CNTur.

Fonte: CNTUR

sábado, 15 de julho de 2017

Governo investe para regularizar situação dos aeroportos no Maranhão


O Governo do Estado tem trabalhado na implantação e reforma de aeroportos no Estado. A iniciativa, coordenada pela Secretaria de Indústria, Comércio e Energia (Seinc), no Maranhão, faz parte da implantação do Programa de Aviação Regional (PIL), que visa a instalação de aeroportos em todo o país.

As cidades de Bacabal, Barra do Corda, Barreirinhas, Balsas, Carolina, Imperatriz, Pinheiro e Santa Inês estão recebendo investimentos na aviação regional, visando contribuir para o desenvolvimento do Maranhão.  

Desde 2015, a Seinc é a gestora entre a SAC e o Governo do Estado para a manutenção e regularização dos diversos aeroportos, baseada no Plano Geral de Outorgas (PGO), documento que define regras para a administração dos aeroportos regionais. Desde a publicação do plano, em 15 de agosto de 2014, somente municípios com Produto Interno Bruto (PIB) anual acima de R$ 1 bilhão, que tenham interesse e capacidade técnica, poderão pleitear a gestão de aeroportos. No caso do Maranhão, duas cidades listadas para receber aeroportos regionais superam este valor: Balsas e Pinheiro.

O Ministério dos Transportes Portos e Aviação Civil, por meio da Secretaria Nacional de Aviação Civil - SAC, realizou nos últimos dias em Balsas, análise de áreas para estudo de viabilidade técnica para a escolha de um novo sítio aeroportuário para a construção do novo aeroporto na cidade. As visitas as áreas que foram sugeridas anteriormente, estão sendo acompanhadas por técnicos da Seinc e da prefeitura de Balsas.

“Estas ações são resultados de tratativas mantidas entre o Governo do Estado por intermédio da Seinc e SAC, com o objetivo de fortalecer o desenvolvimento do potencial turístico e sócio econômico destas cidades e das regiões próximas”, pontou o Secretário de Indústria, Comércio e Energia, Simplício Araújo.

Recentemente, a Seinc recebeu comunicado da Anac dando aceite aos Planos de Zona de Proteção e de Zoneamento de ruídos dos Aeródromos de Barreirinhas, Carolina e Santa Inês para operações aéreas, permitindo que estes locais operem normalmente para pouso e decolagem.No momento, os planos básicos de proteção e ruído, e após a entrega de Bacabal e Carolina serão realizados as manutenções de áreas verde, cercas e no prédio de Santa Inês.

Bacabal e Carolina

Nos próximos dias, devem ser entregues os aeroportos de Bacabal e Carolina, que atualmente passam por reformas. Já em Bacabal, que está fechado desde 2008 para operações de pouso e decolagem, estão sendo realizados serviços de reparos na estrutura de apoio, sinalização horizontal da pista, áreas verdes e manutenção de cerca patrimonial, atendendo as normas de segurança para a reabertura para as operações áreas, segundo as exigências do processo em andamento junto a Anac.

Em Carolina, município estratégico para cadeia turística maranhense, já foram realizados serviços de manutenção do terminal de passageiros, das cercas e áreas verdes visando a segurança do aeródromo, além do recebimento de um carro contra incêndio de aeródromo (CCI) no valor de 1,5 milhão entregue pela SAC, e cessão de um prédio dentro do sítio aeroportuário para a instalação de uma Companhia do Corpo de Bombeiros, já entregue pelo Governador Flávio Dino, durante as comemorações do aniversário da cidade. 

Após a entrega dos aeroportos de Carolina e Bacabal, o Governo vai seguir com reparos nos municípios de Santa Inês, Barra do Corda, Pinheiro e Balsas, afim de restabelecer estes locais.
Fonte do texto e fotos acima: Blog do Reginaldo Cazumba

Paulo Montanha (Presidente do Sindetur/MA) e Paulo Kakinoff (Presidente da GOL Linhas Aéreas)

Para o Presidente o Sindetur-MA (Sindicato das Empresas de Turismo no Estado do Maranhão), a regularização, assim como a implantação de novos aeroportos no Maranhão é de suma importância para a ampliação da malha aérea e consequentemente trará bons resultados para o turismo de nosso Estado. A exemplo do Estado da Bahia que estima que terá nesse mês de julho de 2017 724 voos extras da GOl, Azul e Avianca.
http://www.mercadoeeventos.com.br/noticias/bahia-tera-724-voos-extras-para-a-alta-temporada-de-julho/

Paulo Montanha, afirma ainda que o Sindetur/MA, já está tendo tratativas com as companhias aéreas brasileiras para atrair também para o Maranhão voos chaters (fretados) para a próxima temporada de julho de 2018.

terça-feira, 16 de maio de 2017

LATAM e Maranhão juntos no projeto Cuido do Meu Destino

O Estado do Maranhão e a LATAM Airlines Brasil realizam em parceria o projeto social Cuido do Meu Destino, uma iniciativa pioneira no Brasil. A ação terá início hoje (15/5), no município maranhense de Raposa. O programa Cuido do Meu Destino é uma iniciativa de responsabilidade social do Grupo LATAM e já foi executado em cinco países. No Brasil, houve um projeto piloto no Rio de Janeiro, em 2015, mas esta será a primeira vez em que a iniciativa será realizada no País com todas as suas etapas.
O objetivo do programa é promover o turismo sustentável e a cidadania, a partir de ações de educação socioambiental. O Cuido do Meu Destino envolve o poder público e a comunidade – por meio da mobilização de líderes comunitários, de alunos e professores do ensino básico, além de colaboradores da LATAM, que atuam como voluntários –, em atividades que valorizam a cultura local e transformam espaços públicos.
A abertura do projeto ocorrerá hoje (15/5), no município de Raposa, em evento que contará com a presença dos secretários estaduais de Educação, Felipe Costa Camarão; e de Cultura e Turismo, Diego Galdino de Araújo. A Prefeitura e a Câmara Municipal de Raposa apoiam a iniciativa, e também estarão na solenidade a prefeita, Talita Laci, e o presidente da Câmara, Benoniel Rodrigues, além de outras autoridades e membros dos poderes públicos estadual e municipal.
Dentro do espírito do projeto Cuido do Meu Destino, o evento de abertura foi totalmente organizado pela própria comunidade de Raposa e será realizado na quadra de esportes da Unidade de Ensino Básico (UEB) Boa Esperança. Vão participar cerca de 200 moradores de Raposa, incluindo alunos de quatro escolas públicas do município que estão participando da atividade: Joaquim Aroso, Zoé Cerveira, Jarbas Passarinho e a própria Boa Esperança.
“Raposa reúne um imenso patrimônio, tanto do ponto de vista ambiental, com seus manguezais, praias e dunas, quanto cultural, com a tradição das rendas de bilro e da culinária local, e nosso projeto é desenvolver o turismo em harmonia com o desenvolvimento e a melhoria de vida da própria comunidade”, declara Diego Galdino, Secretário de Estado da Cultura e Turismo do Estado do Maranhão.
“A LATAM promove o projeto Cuido do Meu Destino para fortalecer o turismo sustentável, que é um dos nossos pilares de atuação de Sustentabilidade”, comenta Gislaine Rossetti, diretora de Relações Institucionais e Sustentabilidade da LATAM Airlines Brasil. “A iniciativa visa à transformação de um espaço público de maneira participativa, por meio de atividades que promovam a cidadania, o respeito e o cuidado. A ação envolve também os nossos colaboradores, que atuam como voluntários, o que incentiva a conscientização social dentro da companhia. Estamos muito orgulhosos por contribuir para o desenvolvimento socioeconômico e para o fortalecimento do turismo de Raposa”, diz a executiva.
O Cuido Meu Destino é executado em todos os países em que o Grupo LATAM opera, promovendo o cuidado com o patrimônio histórico e natural, buscando beneficiar as gerações atuais e futuras e promover a consciência ambiental e o senso comunitário na população. Desde 2009, o projeto já foi realizado na Argentina, no Chile, na Colômbia, no Equador e no Peru. Foram realizadas ações de recuperação em 59 espaços públicos, em 26 cidades desses diferentes países envolvidos, com a participação de quase 3.500 alunos das redes básicas de ensino.
O projeto em Raposa está sendo realizado pela LATAM em parceria com a empresa social Acupuntura Urbana, que tem uma metodologia para a transformação de espaços públicos a partir da mobilização comunitária.
Serão realizadas duas rodadas de atividades com a comunidade da cidade. A primeira, de 15 a 20 de maio, quando alunos, professores e gestores das escolas envolvidas e também líderes comunitários formarão quatro times para participar de uma ação de mobilização em formato de jogo, chamada “Caça aos Tesouros da Raposa”. A segunda rodada será realizada de 7 a 10 de junho, e haverá um mutirão de arte, execução e instalação de placas e lixeiras nos circuitos da cidade, além de uma celebração final na Praça do Viva, no centro de Raposa.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Lideranças do Turismo do Maranhão participam de Jantar com Embaixador do Vietnã


Lideranças do turismo maranhense, recepcionaram no ultimo dia 11 de maio de 2017, quinta-feira, o embaixador do Vietnã, Senhor Embaixador Do Ba Khoa, que estava acompanhado de seu Adido, o Sr. Nong Dam Tuan Linh. A recepção ocorreu durante um jantar oferecido no Restaurante Feijão de Corda, na Avenida Litorânea em São Luís, Maranhão.

Nong Dam Tuan Linh, Francisco Neto, Do Ba Khoa, Pierre Januário e Paulo Montanha
O embaixador esteve em missão diplomática no Maranhão entre os dias 09 e 12 de maio, a convite da Secretaria Extraordinária de Programas Especiais (SEPE). O assunto principal discutido durante o jantar foi como desenvolver parcerias de intercambio entre o Maranhão e o Vietnã no segmento do turismo, cultura e gastronomia. “Nós temos muito interesse em apresentar as belezas do turismo do Maranhão no Vietnã e mostrar as belezas do turismo, da cultura e culinária vietnamita ao Maranhão, após esse encontro, certamente teremos resultados positivos para ambos os destinos turísticos”, comentou Do Ba Khoa.


Paulo Montanha e Do Ba Khoa
Para o Presidente do Sindicato das Empresas de Turismo no Maranhão, o Senhor Paulo Montanha: “É muito importante para o Maranhão receber representantes de outros países aqui em nosso Estado. É uma demonstração de prestigio ao Estado e a possibilidade de gerar grandes negócios em diversas aéreas econômicas e especialmente no turismo. É com muita honra e satisfação que recepcionamos Excelentíssimo  Embaixador Do Ba Khoa neste jantar e aproveitar para estreitar laços entre o Vietnã e o Maranhão, trocando informações que sejam benéficas para futuras parcerias”, concluiu Montanha.

Pierre Januário, Do Ba Khoa e Paulo Montanha
Além do Embaixador Do Ba Khoa e seu Adido Nong Dam Tuan Linh, estiveram presentes no jantar: o Presidente do Sindicato das Empresas de Turismo no Maranhão, Sr. Paulo Montanha; o Presidente do Sindicato dos Administradores do Maranhão e Assessor da Secretaria de Industria e Comercio do Maranhão, o Sr. Pierre Januário; o Presidente do Sindicato dos Bares e Restaurantes do Maranhão, o Sr. Francisco Neto; a Presidente do Conselho das Entidades de Turismo no Maranhão, a Sra. Liana Ribeiro; a Secretária de Turismo de São Luís, a Sra. Socorro Araújo; a Superintendente de Promoção e Marketing  da Sectur-MA, a Sra. Cristiane Muller, a Secretária Municipal de Articulação Institucional, Sra. Ana Paula Moura Rodrigues; o Presidente da Associação de Jornalistas de Turismo, o Sr. Marco Davi; a Superintendente da Associação Brasileira de Indústria de Hotéis no Maranhão, Sra. Renata Costa

Cristiane Müller, Pierre Januário, Do Ba Khoa, Socorro Araújo e Liana Ribeiro

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Mesmo com dez diferentes ministros desde sua criação, Ministério do Turismo faz pouco pela atividade, segundo pesquisadora da USP


Raras vezes nas manchetes, o Ministério do Turismo conseguiu ser notícia ao divulgar a liberação de vistos para nacionais de quatro países e a possibilidade de investimento estrangeiro nas companhias aéreas brasileiras, que passaria de 20% para 100%. A alegria das notícias não durou muito, uma vez que a participação do capital estrangeiro vai ser submetida ao Congresso na forma de projeto de lei e a isenção de vistos foi transformada em visto eletrônico.
Criado em 2003, o Ministério do Turismo já passou por 15 mandatos distintos, ocupados por 10 diferentes políticos, todos sem relação com a área. Atualmente, é o penúltimo ministério na ordem de volume orçamentário. E ainda teve um corte de quase 70% nas verbas para 2017. Algo inimaginável para um país que sediou, em intervalo de 24 meses, os dois maiores eventos esportivos do mundo.

Pesquisadores de turismo de todo o mundo se interessaram pelos reflexos destes eventos, acreditando que os efeitos dos eventos alterariam a imagem da área junto aos gestores públicos. Richard Butler, professor emérito de turismo e um dos poucos pesquisadores laureados com o Ulysses Award, honraria outorgada pela Organização Mundial do Turismo a pesquisadores com obras relevantes para a área, é um deles, e por sua solicitação, foi incluído um capítulo sobre a gestão pública do turismo no Brasil em seu mais recente livro – TOURISM AND POLITICAL CHANGE, editado e publicado no Reino Unido pela GoodFellow Publishers Ltd, em abril.

A pesquisadora e professora da USP, Mariana Aldrigui, foi a autora do capítulo em questão, sob o título “Turismo à Margem da Política”. Nele, ela explica o contexto da criação do Ministério do Turismo, discutindo sua baixa expressividade política, e comenta as ações de pouca efetividade em termos econômicos para um país sede de grandes eventos e com tanta presença em mídia internacional. Por exemplo, mesmo com todas as condições favoráveis, nenhuma das metas originais do MTur foram atingidas. Mais recentemente, as projeções feitas para o ano 2020 foram divulgadas, e são tão ambiciosas quanto inatingíveis.

Ela conclui dizendo que o turismo brasileiro acontece independentemente da intervenção pública, especialmente a de nível federal, e completa: “Se os gestores públicos ao menos compreendessem o que é a atividade e como ela impacta a economia dos diferentes destinos, já teríamos um grande avanço”.

Serviço: Livro: Tourism and Political Change – Richard Butler & Wantanee Suntikul (orgs) – Goodfellow Publishers Ltd – UK – Lançamento em abril de 2017

Capítulo 14 – Tourism on the Fringe of Politics – Dra. Mariana Aldrigui – EACH/USP – aldrigui@usp.br

quarta-feira, 12 de abril de 2017

BRASIL + TURISMO

Pacote de medidas para desenvolver o setor no país tem meta de dobrar o receptivo internacional até 2020.


Ações voltadas para alavancar o turismo incluem abertura de capital de empresas aéreas, emissão de vistos eletrônicos para países estratégicos e modernização do modelo de gestão da Embratur

O ministro do Turismo, Marx Beltrão, anunciou nesta terça-feira (11.04), em Brasília, o Brasil + Turismo, um pacote de medidas para fortalecer o setor no Brasil. As ações têm como finalidade trazer soluções técnicas para gargalos históricos, aumentar o número de turistas nacionais e estrangeiros, contribuir para melhorar destinos nacionais, proporcionar o desenvolvimento regional e gerar emprego e renda. 

O anúncio foi feito no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, com a presença de autoridades do setor."Essas ações são resultado de muito diálogo para entender as necessidades do setor. Precisamos criar condições para que os empresários invistam no país. O Brasil + Turismo vem para corrigir uma miopia histórica e fazer com que o turismo seja visto como protagonista na geração de emprego e renda. Chegou a hora e a vez do turismo", disse Marx Beltrão.

O presidente da Organização Mundial do Turismo (OMT), Taleb Rifai, destacou em seu discurso o legado dos megaeventos sediados recentemente pelo Brasil e reforçou a importância de o país atrair mais turistas estrangeiros. “Eu parabenizo o ministro Marx Beltrão por lançar um pacote dessa magnitude e desejo muito sucesso. Esta é a quinta vez que venho ao Brasil e a primeira que venho a Brasília, uma cidade incrível. Ontem visitei os principais pontos turísticos, aprendi sobre as belezas e Oscar Niemeyer, o que me fez muito feliz. Mas também fiquei triste porque eu queria que milhares de pessoas de todo o mundo estivessem aqui comigo. Quando fecho os olhos e penso no Brasil, eu penso no estilo de viver e na alegria. É a vez do Brasil!”

O conjunto de medidas anunciadas pelo MTur reúne sugestões de integrantes da cadeia produtiva do turismo nacional e de entidades internacionais, como a Organização Mundial do Turismo (braço da ONU para o setor) e o Conselho Mundial de Turismo e Viagem (WTTC).

Dentre as ações, está a abertura de todo capital das empresas aéreas brasileiras ao investimento internacional. "Com a abertura para o capital estrangeiro, nosso objetivo é aumentar a competitividade entre as empresas e, consequentemente, reduzindo preços e oferecendo mais rotas e mais destinos. E essa iniciativa conta com apoio da população. Um estudo recente do MTur mostrou que 73% dos brasileiros é a favor de ter mais empresas aéreas operando no território nacional", revelou o ministro do Turismo.

O Brasil + Turismo é também uma resposta do governo ao apelo da população brasileira sobre o melhor aproveitamento de nosso potencial turístico. Pesquisa encomendada pelo Ministério do Turismo, perguntou a 2002 brasileiros - entre 17 e 23 de março – qual a avaliação sobre o turismo no país. A amostra é representativa da população brasileira. Como resultado, 86% dos entrevistados disseram que os principais benefícios do Turismo são impulsionar a economia e gerar empregos e negócios, e mais de 80% indicam que o país tem potencial para explorar o turismo como uma alavanca para a economia. Porém, 60% dos brasileiros avaliam que aproveitamos pouco esse patrimônio.

A ideia, a partir do Brasil + Turismo, é mudar o cenário e saltar de 6,5 milhões de turistas estrangeiros no país por ano (dado de 2016) para 12 milhões em 2022. A estimativa é de que a receita com os visitantes passe dos US$ 6 bilhões anuais para US$ 19 bilhões. Outro impacto esperado é a inserção de 40 milhões de brasileiros no mercado consumidor de viagens. Atualmente, menos da metade da população viaja todos os anos (cerca de 60 milhões).

A criação de quase 6 milhões de empregos é outra das consequências esperadas como resultado do Brasil + Turismo. Em âmbito mundial, o setor responde por um em cada 11 empregos (9%) de acordo com a OMT. No Brasil, o turismo emprega direta e indiretamente 7 milhões de pessoas.

A Cntur esteve representada pelos seus executivos: José Osório Naves e Rômulo Bustamant.


» MEDIDAS PARA IMPULSIONAR O TURISMO NO BRSIL.

Emissão de Vistos Eletrônicos
O Ministério do Turismo propôs ao Ministério de Relações Exteriores a implantação do visto eletrônico para países estratégicos. Até o fim de 2017, a ideia é que a medida passe a valer para turistas de EUA, Canadá, Austrália e Japão, que são grandes emissores de turistas internacionais com alto poder aquisitivo. A concessão de vistos eletrônicos transforma todo o período de solicitação, pagamento de taxas, análise, concessão e emissão de visto num processo de apenas 48 horas. Tudo pode ser feito via web ou por um aplicativo, sem burocracia.

Ampliação da conectividade aérea
Alteração do Código Brasileiro de Aeronáutica para permitir a abertura de 100% do capital das empresas aéreas brasileiras ao investimento estrangeiro. O objetivo é aumentar a competitividade, o número de voos e de turistas viajando dentro do país, além de ampliar a malha aérea regional para possibilitar o deslocamento de mais visitantes nacionais e internacionais. 

Modernização do modelo de gestão da Embratur
Mudança da natureza jurídica de autarquia para Serviço Social Autônomo e do nome da instituição, que será alterado para Embratur - Agência Brasileira de Promoção do Turismo. Com a alteração da natureza, a Agência poderá atuar de forma mais competitiva no mercado turístico internacional; receber recursos privados para o desenvolvimento de projetos de interesses comuns, com reduzida burocracia; modernizar a gestão de pessoal; e manter estrutura física e quadro de pessoal no exterior.

Para o financiamento da nova Embratur, será destinado um percentual da arrecadação bruta dos concursos de prognósticos e loterias federais e similares cuja realização estiver sujeita a autorização federal, deduzindo-se este valor do montante destinado aos prêmios. Além desses recursos, podem constituir receitas da Embratur recursos transferidos de dotações consignadas nos Orçamento Fiscal e da Seguridade Social.

Modernização da Lei Geral do Turismo (LGT)
Envio ao Congresso Nacional, em regime de urgência, de 118 proposta de alterações na Lei Geral do Turismo. O objetivo é adequar a legislação brasileira à dinâmica atual da atividade turística, com desburocratização dos processos e maior integração com a iniciativa privada.

Melhor aproveitamento de áreas da União.
Entrega ao Ministério do Turismo das áreas de domínio da União localizadas em locais com potencial para o desenvolvimento do turismo, para fins de gestão, regularização e concessão.

Qualificação profissional 
Intensificação dos programas e parcerias para qualificação profissional de jovens e adultos para melhor atendimento aos turistas. São três iniciativas de qualificação dentro do Brasil + Turismo: a primeira, presencial e voltada para jovens do ensino médio (10 mil vagas através de parceria com o Ministério da Educação - MedioTec); a segunda, online voltada para profissionais da linha de frente ao atendimento ao turista; e a terceira iniciativa envolve qualificação internacional. O MTur irá selecionar 120 alunos de cursos técnicos e de graduação de instituições públicas e privadas para três meses de treinamento no Reino Unido.

Atualização do Mapa do Turismo Brasileiro
Atualização a cada dois anos do Mapa para que os municípios se organizem e que os recursos federais sejam direcionados para as regiões realmente vocacionadas ao Turismo. Na última atualização (2016), o país passou de 3.345 municípios turísticos (2013) para 2.175 em 291 regiões turísticas.

Fortalecimento dos órgãos estaduais de turismo
Repasse de R$ 5,4 milhões para os Órgãos Estaduais de Turismo, objetivando a estruturação das regiões turísticas do Mapa Brasileiro do Turismo. Os recursos serão destinados para elaboração de projetos executivos, planos de desenvolvimento integrado

Parceria com a ANTT
Intensificação da fiscalização do transporte turístico nas rodovias brasileiras, por meio de cooperação técnica com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
A ideia é que o órgão utilize suas rotinas de fiscalização para verificar se os prestadores de transporte turístico estão devidamente cadastrados no Cadastur, do Ministério do Turismo.

Parques Temáticos
Adequação do conceito de parques temáticos dentro da Lei Geral do Turismo e nos decretos e portarias relacionados. Com a mudança, as receitas decorrentes da prestação de qualquer serviço do parque poderão ser abrangidas pelo regime de incidência cumulativa da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins.


sábado, 11 de março de 2017

FENACTUR COMEMORA 27º ANIVERSÁRIO DE FUNDAÇÃO


FENACTUR COMEMORA 27º ANIVERSÁRIO DE FUNDAÇÃO

com a palavra o seu presidente MICHEL TUMA NESS

O Dia 08 de março, além de ser um dia importantíssimo na vida de TODAS as mulheres, porque nesta data se comemora o DIA INTERNACIONAL DA MULHER, também é um festivo para o Turismo Nacional.
Hoje estamos comemorando o 27º aniversário de fundação da FENACTUR - FEDERAÇÃO NACIONAL DE TURISMO, uma entidade sindical de grau superior, com sede na maior cidade do Brasil e que representa a concretização de um sonho: o sonho daqueles que pensavam em ter uma Entidade Nacional que representasse, em âmbito nacional, os interesses do turismo nacional, que se transformasse na voz daqueles que clamam pelo engrandecimento do turismo, através de negociações com os entes governamentais e entidades coirmãs na busca de apoio, de políticas e de medidas que possam tornar o turismo a verdadeira indústria da transformação, do conhecimento, do lazer e do prazer que as pessoas sentem ao viajar.
A FENACTUR foi fundada em 08 de março de 1990, reunindo então, 10 Sindicatos de Empresas de Turismo situados em diversas regiões do Brasil e hoje este número aumentou substancialmente, atualmente 25 (vinte e cinco) integram o grupo de filiados da FENACTUR, os quais, por sua vez representam um universo superior a 40.000 (quarenta mil) agências de viagens, além de atrativos turísticos.
O turismo é, hoje, uma das atividades mais viáveis para o Brasil retomar o seu crescimento econômico, e a importância dessa atividade para a geração de empregos, é incontestável. No mundo, de cada quinze pessoas que trabalham, uma é empregada em atividade ligada ao turismo.
Mas para que tudo isto seja organizado e desenvolvido, é necessário que tenhamos entidades fortes, que realmente representem a categoria, com dirigentes que vivam os problemas do dia a dia e, através de um diálogo sadio, proponham soluções, tanto a nível regional, como a nível nacional.
Por força de preceito constitucional (artigo 8º inciso I da CLT), a personalidade jurídica de um Sindicato, Federação ou Confederação, só é adquirida com seu registro no órgão competente. A Fenactur tem sua personalidade jurídica e funciona, como centro de interesse dos sindicatos e de suas respectivas filiadas -as agências de viagens-. Está devidamente registrada nos Cartórios de Registro Civil de Pessoas Jurídicas; seu código de entidade sindical junto à Caixa Econômica Federal é o nº 002. 411.00000-0, e possui Registro Sindical expedido pelo Ministério do Trabalho, através da Secretaria de Relações do Trabalho, em 26 de março de 1996, com Despacho publicado no D.O.U. de 02/02/1996, Seção I, pg. 1721
Nestas quase três décadas de vida, a FENACTUR se notabilizou por prestar inestimáveis, relevantes e valiosos serviços para essa categoria econômica e também para todo o mercado de seguros, defendendo suas bandeiras diuturnamente e obtendo conquistas memoráveis, particularmente para todos aqueles que compõem o “trade” turístico, merecendo destaque no seguinte:
A FENACTUR, hoje, face o trabalho dos seus dirigentes e a conscientização da necessidade de união da categoria, dobrou o número de associados existentes na época de sua fundação, e assim, exige agora, especial atenção no relacionamento entre todos os envolvidos;
A Fenactur, como entidade federada que é, detém acento cativo, com direito a debates e voto, no SNEA - Sindicato Nacional das Empresas Aéreas. Ela foi a -primeira a obter tal deferência;
A Fenactur reivindicou e obteve, da Câmara Setorial de Turismo, do Ministério da Indústria, Comércio e Turismo, onde ela consta uma série de alterações na Legislação Brasileira, que ofereceu relativa a abertura do mercado turístico, na Área do Mercosul, que apresentou;
A Fenactur, atendendo a necessidade de se integrar à globalização e à dinâmica do turismo internacional, solicitou e obteve seu ingresso na O M T - Organização Mundial de Turismo, com vistas, também, a desenvolver projetos, aplicando recursos da O M T e da Comunidade Europeia;
A Fenactur, atendendo justa reivindicação de sindicatos filiados e dos interesses do Agente de Viagem, se dispôs encaminhar à direção da COPET - Comissão Permanente de Turismo, proposta de sua reestruturação, absolutamente necessária;
A mão de obra do "trade", devido sua especialização, é muito diferenciada dos demais setores comerciais, daí ser necessário, ótimos funcionários, gabaritados profissionais, com expressivos salários, que correspondam perfeitamente ao que ganham e as expectativas dos seus patrões. 
Não se pode negar, também, que foi durante a gestão do brilhante e enfático entusiasta do turismo nacional Dr. Caio Luiz de Carvalho, enquanto esteve à frente da EMBRATUR, o qual concedeu a FENACTUR a honraria de poder gerenciar as feiras internacionais de turismo, as quais permitiram que o mundo conhecesse melhor o Brasil, resultando no crescimento de turistas que passaram a visitar o Brasil. 
Paralelamente, a FENACTUR continuará lutando pela implantação de medidas em favor do turismo interno. O trabalho será desenvolvido para agregar vários integrantes da cadeia produtiva, trazendo benefícios também para todas as empresas ligadas ao setor, como Agências de Viagens, Hotéis, Cias. Aéreas, Locadoras de Automóveis e outras. 
Como dito por seu Presidente MICHEL TUMA NESS “O turismo é a indústria que mais movimenta divisas e gera empregos no mundo inteiro”.  Por isso, é que mesmo após a realização dos dois maiores eventos esportivos do mundo e em que pese o insucesso do Brasil na Copa do Mundo de 2014, as Olimpíadas realizadas no Rio de Janeiro no início do segundo semestre de 2016, se traduziram em sucesso absoluto, com crescimento acentuado na quantidade de turistas que vieram para tais eventos e que retornaram ou que estão retornando para visitar o País. 
Esta será a grande oportunidade de, neste século, inserir o Brasil no roteiro internacional de viagens para o turismo de todo o mundo. 
A posição da FENACTUR e da CNTur frente às políticas governamentais do setor do turismo, é de entusiasmo e de ampla colaboração para o crescimento/desenvolvimento do turismo do Brasil! 
Por tudo isso é que a missão da FENACTUR se torna mais importante. Ela e a sua Entidade maior – CNTur estão de mãos dadas trabalhando diuturnamente pelo engrandecimento do turismo nacional.
Abraços
Michel Tuma Ness
Presidente Fenactur – Federação Nacional de Turismo.